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Strobo

Eis que com o avanço da tecnologia dos LEDs de potência, para iluminação, podemos finalmente construir luzes estroboscópicas com bastante facilidade. Sem a necessidade da lâmpada de xenônio, com os complicados pulsos de alta tensão para seu disparo, o acionamento se torna tão simples que qualquer transístor de média potência e baixa tensão é capaz de chavear.

Apresentamos então nossa versão, ultra-mega-hiper-simples, que se utiliza de um módulo com 12 LEDs, retirados de uma lâmpada comum, encontrada nas lojas de material elétrico mais modernas. O resultado é um conjunto compacto, capaz de iluminar um pequeno quarto, ou seja, uma estrobo portátil, que dura umas sete noites de festa só com 4 pilhas tamanho AA.

Esquema estrobo

Funcionamento

Este circuito é controlado por um simples multivibrador astável, operando em uma frequência de aproximadamente 6 Hz, com ciclo de trabalho de 7%.

Os LEDs usados D2 estão em uma mesma base. Adaptamos de uma lâmpada comercial, de 127 V. Para isso, isolamos cada LED cortando as trilhas que interligavam eles, para colocá-los em paralelo, de modo a serem alimentados pela tensão de 5 V, individualmente.

A tensão de alimentação de 5 V pode ser conseguida com 4 pilhas tamanho AA recarregáveis, ou através de uma pequena fonte, com consumo aproximado de 70 mA.

Protótipo

Eis algumas fotos da placa de circuito do multivibrador, que foi construida a partir de uma simples matriz de ilhas.

Placa do circuito, visto de cima Placa do circuito, visto de baixo
Simulação do funcionamento do circuito pisca-pisca

E aqui está a montagem final, encapsulada em um pedaço de cano (2 polegadas, para esgoto, com parede mais fina), bem rústico, artesanal mesmo.

Vista explodidaDetalhe dos LEDs
LEDs apagadosLEDs acesos

Formas de onda

Tensão de saída do multivibrador
Figura 1

Esta é a forma de onda obtida na saída do transístor Q2. Como se vê, o ciclo de trabalho está próximo a 10%. E a frequência ficou em torno de 7,5 Hz.

Tensão nas bases dos transístores
Figura 2

E estas são as tensões nas bases de Q1 (CH2) e Q2 (CH1). Nota-se a assimetria dos ciclos de descarga dos capacitores C1 e C2.

Esta página foi modificada pela última vez em: 2009-12-05 08:37
   
 
 

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